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Artigo

Dicas e Testemunhos

Desventuras de alguém sem equilíbrio

Por Luís Filipe Borges

07.07.2020 | 0 Comentários | 0 Likes

Desventuras de alguém sem equilíbrio

Prometi aqui há atrasado que vos falaria das minhas aventuras no surf, canyoning e escalada. Como o prometido é, no meu caso e como verão, de vidro – vamos a isso e por ordem inversa: - escalada, no Vertigo, a caminho do Parque das Nações.
Recomendo vivamente. Tenho a certeza que apenas uma em cada 100 mil pessoas é que consegue rasgar o nariz numa das próprias pregas da parede enquanto cai. Não se preocupem, está feito. Fui essa mesma excepção à regra. O lado positivo é que tinha um lenço para oferecer ao instrutor que precisou de lavar da sua testa excertos do meu grupo sanguíneo enquanto me perguntava: Que parte do “dá impulso para trás quando sentires que vais cair” é que tu não percebeste?
- surf: há pessoas que nascem daltónicos, outras com pelinho a mais, este vosso escriba nasceu sem equilíbrio.
Patins, skate, ski, uma mera bicicleta, tudo isso para mim sempre foi sinónimo de queda certa. O surf não poderia fugir à regra, apesar das almas generosas que – ao longo de décadas – me vão oferecendo lições. Além de equilíbrio, e já agora elegância, o surf implica pulmões. Desconfio bem que pelo menos um dos meus tem sempre uma consulta qualquer no dia em que volto ao mar. Só por uma vez, em plena Nazaré, consegui pôr-me de pé e aguentar umas dezenas de metros. A prancha dava para alugar a uma pequena família por 900 euros/mês no tempo da Lisboa pré-Covid, e o prófe era nada mais nada menos do que Garrett McNamara. Para ser completamente rigoroso: ele, além de instruções cirúrgicas, ainda empurrou a prancha. Não interessa. Soube maravilhosamente.
- canyoning: este sim, é para repetir. Explorar a natureza duma forma completamente nova: embrenha-te, sobe, desce, molha-te, nada, trepa, é uma comunhão sem igual. Na minha estreia consegui o feito de descer uma abrupta queda de água de 12 metros pendurado em arnês e corda. Como? Era para uma série que produzi, demorámos duas horas a lá chegar, e as câmaras rolavam. Se estivesse sozinho teria dado meia volta e guardado segredo para todo o sempre e mais além.

Comediante, Argumentista, Açoriano, Benfiquista (não necessariamente por esta ordem)
Luís Filipe Borges

Guarda-redes Amador

Nadador Incansável

Frequenta o ginásio com tremendo masoquismo

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